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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Porque metal não é considerado música gótica? + meu sumiço do blog

Por que metal é pra metaleiro, uai.

 OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ galerinhaaaaaaa!Quanto tempo sem postar por aqui. Feliz 2017! Então, como já andei contando aqui, um dos motivos do meu sumiço é meu TCC, alguns D.I.Y que tenho feito e eu voltei a desenhar \0/ em breve vou fazer um post sobre meus desenhos aqui. Não vou abandonar esse blog não, tenho visto que tem dado resultado muito positivo pelo feedback dos leitores (: E o resto? O resto é preguiça mesmo kkkk, nem séries eu tenho assistido mais. Então neste meu sumiço eu tenho preparado um post que vai ajudar muita gente a entender esse mundinho goth. E se meu TCC for aprovado, publico-o aqui pois é para ser um das coisas mais úteis que já fiz na minha vida. Sem mais delongas, bora pro assunto do post:

Aposto que ao buscar por música gótica no Google, você tem se deparado com lindas vocalistas de vestido longo e corpete de cores escuras, cabelo liso, maquiagem pesada e voz lírica. O tão adorado Symphonic Metal, uma mistura de música orquestral e metal com temas obscuros, de contos de fadas épicos, muita melancolia, lembrando épocas passadas como a medieval. Logo de começo, vai bater com aquela imagem que você tem dos góticos na cabeça e tem mesmo tudo para ser considerado gótica, mas porque raios não é? Veja hoje no Na Mente de Alice.



Pois bem, vou lhe explicar, caro leitor. Era uma vez Há muito, muito tempo atrás, por volta dos anos 80, quando os góticos surgiram na maior aparência dark, logo após os punks, com aqueles cabelos desengrenhados e espetados em sua maioria, tanto para homens quanto para mulheres; as músicas que curtiam eram um pós-punk desiludido e sombrio, grande parte com uso de sons eletrônicos, que muitas vezes falavam de filmes de terror ou tentavam criar uma atmosfera semelhante à passada por esse estilo de filmes que vinham ganhando força ao longo do século XX. E haviam muitas bandas, sim, algumas mais inspiradas em músicas clássicas com um som leve e relaxante, chamadas de ethereal wave, outras mais punks revolts mesmo com guitarra pesada e gritos, letras agressivas, outras inspiravam no som das dançarinas de cabarés, no rockabilly, folk...  Enfim, é um som bem rico, carregado de diversidade. Os góticos gostavam muito das batidas sombrias que realmente lembravam filmes de terror de época, das letras, dos símbolos e também do visual dos cantores. Algumas bandas até chegavam a ter nomes de filmes de terror como London After Midnight e Nosferatu.

Poster do filme
Poster da banda

Mas no final dos anos 80 surge o Type O Negative e também Paradise Lost, um dos primórdios do metal que era inspirado no gótico. Ao longo dos 90, mais bandas de metal inspiradas nesse estilo apareceram, já projetadas para agradar tal público, visto que estava começando a dar certo, com visuais todos trabalhados nos mínimos detalhes, algo para ser vendido. Como é o caso do cantor Marylin Manson. Mais tarde, tendo como diferencial a doçura feminina lírica, criando um ar melancólico surgem bandas como Épica, Within Temptation, Xandria, Nightwish... até mesmo a controversa Evanescence. E que realmente deu certo. Até hoje são lembradas como legítimas bandas góticas. Mas dentro dos padrões da Subcultura Gótica, elas não podem serem consideradas, pois seu objetivo principal era vender sua imagem como góticas, o que não é nada alternativo, se for parar para pensar, é como, exemplo ridículo, alguém pegar a foto da sua mãe e vender uma blusa com a estampa dela mesmo com ela sabendo.

tão românticos para uma banda de metal...

Poréééém muita gente gosta e... 

Não dá para julgar. O que te torna gótico é o que você tem por dentro e como você se mostra ao mundo sendo você mesmo, não ligando se é estranho, louco, bizarro... Basta você conhecer o que é música gótica e procurar seu gosto dentro dela, já que é bem variada. A cada ano que passa você pode conhecer artistas novos de música gótica ou inspiradas nela, algumas que você nem sabia que existia. Eu ainda estou descobrindo muitas bandas novas.
Tem deathrock, EBM, industrial só barulho das fábrica, psychobilly, dark cabaret, dark ambient, pós-punk, synthpop, synthwave, coldwave, minimalwave, anos 80, anos 90, músicas lançadas recentemente, ethereal wave, steampunk inspired...
Mas a pergunta é: dá para ouvir metal? Dá. Dá para ouvir o que quiser. Eu mesma comecei meus interesses góticos ouvindo Evanescence e Nightwish, porém você tem que conhecer o campo musical gótico e ao redor dele (EBM, Industrial...) como falei, duvido que você não vai achar um artista para ser o seu preferido. Se não, de que adianta se dizer gótico e não conhecer este vasto campo musical da cena. E como eu disse no começo do post: é mais fácil você dizer que é metaleiro se você prefere o lado metal da música. Maaaaas... Tem um tipo especifico que é a junção desses dois estilos, denominado "góticos metaleiros/metalheads" no qual já escrevi sobre no Tipos de góticos - ainda que esse tipo seja bastante criticando dentro da cena também.

créditos: sixhundredsixty


Tchauzinho galera! Logo trago novidades. Se eu demorar, já sabem, estou ralando duro para que meu TCC seja nota 10, nota 1000, o melhor do Brasil bastante elogiado e proveitoso, quem sabe abrindo portas para novas oportunidades...

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Minhas bandas/cantores favoritos que vos indico

Olá terráqueos e ETs também, se conseguirem ler isso, como estão? Espero que bem *-*
Hoje trouxe aqui mais um pouquinho de mim. Como vocês já sabem, não é difícil imaginar o que eu curto em questão musical, pois já venho expressando meu amor por certas bandas e cantores por aqui. Até já adicionei meu Spotify aqui no canto da barra do Blog para quem quem quiser dar uma olhada. Mas achei interessante demonstrar um pouco do meu top 10 de favoritos e indicar para quem se interessar pelos comentários que fiz sobre esses artistas. Voa lá:


1- Emilie Autumn

Em primeiro lugar, quem me conhece já deveria ter previsto: minha inspiração para muitas coisas, a cantora, compositora, escritora, poeta, atriz, violinista: Emilie Autumn. Uma mistura de música clássica com eletrônica-industrial. No começo você vai estranhar pra caramba as músicas dela, pois são bem diferentes das demais que costumamos ouvir, mas elas são originais e únicas e viciam. E inclusive já fiz um post inteirinho sobre ela e você pode conferir clicando aqui ó.


2- The Birthday Massacre

E também não foi difícil imaginar o segundo lugar pra quem me conhece, pois vivo falando deles: The Birthday Massacre. É um rock eletrônico que dá até pra dançar e pular de alegria apesar de ser bem obscuro, porém fofo. Tem um gostinho da infância, de brincadeiras, de filme de terror com crianças... A Chibi, vocalista da banda tem mais de trinta anos, é uma mulher de atitude e tem essa carinha fofa de garotinha, sem falar na voz que ela usa para cantar que realmente lembra uma criança.


3- The Cure

Booyyys doooon't cryyyy... Tava tocando no BBB 16 direto. Essa e muitas outras músicas dessa banda famosa desde os anos 80 são viciante e NUNCA enjoam. São baladinhas pós-punk perfeitas para amar pra vida toda. Tem muitas e muitas músicas onde algumas te fazem arrastar as coisas da sala para dançar, outras perfeitas para ouvir antes de dormir. Trilha sonora de muitos filmes e séries. É ideal para quem não é chegado em um rock muito pesado. Robert Smith eterno!


4- Siouxsie and The Banshees

Essa moça com essa maquiagem estranha e original semelhante a da Elvira, A Rainha das Trevas é Siouxsie Sioux, dona de uma voz marcante que traz junto com seus banshees deliciosas músicas bem semelhantes a da banda anterior, The Cure. Foi um marco para o pós-punk, trazendo letras com temática de Halloween em sua maioria e sendo mais uma banda de rock dos anos 80 com uma vocalista mulher. Também é ideal para quem não é chegado em um rock pesado.


5- Within Temptation

Saindo um pouco da casinha agora, resolvi confessar que ainda amo as músicas de metal-sinfônico do Within Temptation. Pois tive uma fase em que eu só ouvia esse gênero e me achava o máximo, mas com o tempo todos descobrimos que precisamos ser um pouco ecléticos, mas de música boa, correto? Entre a douçura do vocal de Sharon Den Adel e os sons pesados de guitarra mais os toques harmoniosos e letras que falam sobre temas pagãos e coisas sensíveis, refrões cantantes posso resumir essa banda incrível. E tem sim canções românticas de babar que fazem você se sentir em um filme ou novela.


6- Creature Feature

Uma dupla pouco conhecida, sim, dupla coitado do baterista, foi excluído, mas que usando apenas guitarra, bateria e uns toques eletrônicos consegue fazer muito com letras que focam em um tema peculiar: Halloween! Em geral dançantes, alegres e horripilantes como o Dia-das-Bruxas tem que ser. Lembram um pouco o The Birthday Massacre só que menos infantis. Esse gatinho se destacando aí na foto é o Curtis RX, o vocalista e guitarrista e o outro escondido nas sombras é o Erik X, o carinha dos efeitos e o bateirista eu não sei quem é. Eles parecem mesmo a versão humana do filme "O Estranho Mundo de Jack". Recomendo para quem adorou esse filme. E quanto ao figurino, dou nota dez.


7- Hannah Fury

Manooo! Tem muita pouca coisa na internet sobre ela. Meu Deus! Uma mulher tão talentosa merecia mais. Acho que é por isso que ela está em 7º lugar. O pessoal sempre a compara com a primeira da lista, a Emilie Autumn, por isso acho que ela merecia mais. Ela praticamente canta sussurrando, tem horas que ela assusta, parece que ressurgiu dos mortos com seu estilo rococó-vitoriano. São músicas bem calmas, com piano, bem etéreas, perfeitas para pegar no sono se você não tiver medo né ou dançar lentamente sozinho ou com seu parceiro. Dá para se sentir a Maria Antonieta assombrando Versalhes com o pescoço quebrado ao ouvir essas canções. E assim como as da Emilie Autumn são estranhas no começo, mas depois você acostuma e as acha bonitas. Quando preciso de paz e calma para descansar, recorro à Hannah Fury.


8- Abney Park

Deliciosamente Steampunk que te leva à aventuras em outro tempo é o som dessa banda que tem nome de cemitério inglês. Com letras focadas no fim do mundo e outras que descrevem a cultura Steampunk ao som de violinos, guitarras, toques eletrônicos e instrumentos mais populares no passado parece até trilha sonora para jogos eletrônicos, aliás, eles tem o próprio jogo. Com um vocal masculino que se junta com o feminino em algumas partes e é dançante, nada de desânimo. Me impressionou pois eu não sabia que existia banda Steampunk e como sou metida a steamgirl logo comecei a ouvir e gostei.


9- O Teatro Mágico

Para não dizer que não gosto de música brazuca, resolvi colocar em 9º lugar uma banda que gosto muito de ouvir e cantar corretamente as letras principalmente pelas letras que brincam com sua imaginação, ora trazendo histórias, ora trazendo poemas ou como seu nome já diz: a magia do teatro, do circo, da arte. E tem músicas mais leves para pegar no sono, tem músicas românticas, tem algumas radicais, mais pesadas, dançantes. Ora MPB, ora rock, indie, dark cabaret... tem até heavy metal num dueto com a banda Glória. Costumam variar seus ritmos. O último álbum lançado agora em 2016, "Alehop" meu Deus, alguém me faz parar de ouvir esse álbum me fez acreditar que eu estava ouvindo The Birthday Massacre em português e com vocal masculino, pois é totalmente diferente do que eles acostumavam fazer, com uma pegada mais synthpop e acredite, inspirados em baladinhas góticas pós-punk como: The Cure e The Smiths. Amei, amei e amei, misturam tudo que eu gosto. Enfim, aproveitar que é da nossa terra, afinal está difícil de encontrar talentos assim, mas tem. E não são os únicos brasileiros que curto não. Têm mais. Porém a lista vai só até 10. 


10- IAMX

Para finalizar trouxe música eletrônica \0/. Algo que acho mais fácil da galera em geral gostar. IAMX traz toques diferentes e únicos com refrão cantante. Canções perfeitas para dançar, letras noturnas e obscuras que fazem elas ideal para a noite, tipo balada sexy. No vocal Chris Corner, bem talentoso por sinal, que já tinha uma banda chamada "Sneaker Pimps" e mais backing vocals de fundo em algumas músicas. Eu também dou 10 pelo figurino, mas que pouco saem em capas de cd's e pôsteres, só vendo os videoclipes mesmo para notar. Quase não reconheço a cara desse cara.



 Enfim, meu gosto se resume entre Pós-Punk e Dark Cabaret, Porém sou bem eclética para música boa como disse. Rock, Pop, Metal, Rap, Erudito, Eletrônica... Conforme meu humor no dia, tenho vontade de ouvir certa música e assim não dá para eu ter certeza se este top 10 está 100% correto. Pode ser que eu conheça outro artista em que eu me vicie e se torne um dos meus favoritos no futuro. Mas fica-a-dica para quem quiser ouvir; sempre tem alguém com gosto semelhante ao meu e ao seu.
Outras bandas cantores que gosto e prezo muito são: Depeche Mode, Alice in Videoland, Mrs. Krazie, New Years Day, Steam Powered Giraffe, The Smiths, Die Antwoord, Angus and Julia Stone, One Eyed Doll, ERA, Nine Inch Nails, Selena Gomez (sim, eu gosto e daí?)...

Falou terráqueos! ou ETs que estão espionando a Terra.
Beijão na tela do seu computador/celular.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Bandas Góticas Brasileiras


  E pra quem diz que aqui no Brasil as coisas são todas chatas, sem graça, principalmente no cenário musical que realmente desamina muito ao nos depararmos as paradas de sucesso, eu digo que se você procurar melhor, algo de bom sempre encontra, afinal estamos em um país populoso e com isso sempre temos alguém em meio à massa que vai fazer diferente, vai ter o mesmo gosto que o seu, talentoso ou não. E quando se trata dos talentosos é claro que temos que disponibilizar seu trabalho no web para divulga-lo até que chegue em alguém que goste, mesmo que ele seja de anos atrás, como é o caso dessas bandas de pós-punk, deathrock, psychobilly, synthpop e inspiradas na temática sombria, perfeitas para os góticos que falam português:

Clique e confira o som:

Jardim do Silêncio
Alma nômade




Poetisa Dissecada (Deathrock)

Dead Roses Garden (Deathrock)




The Knutz  (Deathrock/Psicobilly)


Maldita (apenas inspiração apresenta gótica, já que a banda faz um metal semelhante ao de Marylin Manson)

Libra (apenas apresenta inspiração gótica, já que a banda traz um metal mais sinfônico)






Luiza Fria (Deathrock)



The Anorexic Juliet (Deathrock)


Crippled Ballerina (Deathrock/HorrorPunk)



Absynthetic  (Eletro)














Latromodem (Eletro)


Luz de Velas



Plastique Noir: a preferida dos estrangeiros

Curtiu? Eu também já publiquei . Parece até mentira temos um pouco da Cultura Gótica nativa deste país. Embora muitas destas bandas esteja hoje desfeita, pois maioria tem surgido a partir da década de 80, onde os góticos estavam no auge, elas marcaram muito a história da subcultura não só no país, mais como no mundo todo. Algumas continuam firmes e fortes fazendo shows por aí. Já outras são mais recentes e estão com todo o vapor.

Procurem, pesquisem, sempre há um BR que posta, produz ou inventa alguma coisa maneira. O Brasil também tem muita coisa legal! Vamos valorizar nossa cultura, embora esteja oculta.

Bye, bye! - quer dizer Tchau, tchau!

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Minha principal inspiração: Emilie Autumn

Dicas de Alice #2: Emilie Autumn

Foi buscando algo relacionado à Era Vitoriana que a descobri. Chamou-me atenção pelo seu cabelo vermelho e estética de boneca de época. Emilie Autumn me encheu os olhos só pelo visual e claro, fui pesquisar mais sobre ela. E de início fui cair direto na biografia dela. Não tem como não falar dela e falar de problemas mentais como depressão e bipolaridade, que para ela tem sido uma de suas grandes inspirações para suas obras. E por isso tem sido meio controverso falar dela. Porém eu a amei, descobri que ela é violinista nata, cantora, compositora, dançarina burlesca, escritora (de poemas e livros), atriz (de teatro e cinema), amante de grandes artistas como Shakespeare(tem até uma canção, Opheliac, em homenagem a uma das personagens dele Ofélia que se suicidou afogando-se num lago), Lewis Carroll, Nigel Kennedy e Freddie Mercury. E não para só por aí, ela é a artista mais criativa que já conheci (claro que não pessoalmente), sempre dá um jeito de unir tudo.



Músicas:

Suas músicas são bem teatrais, certamente poucos gostarão de ouvir, com direito a gritos, vozes mais suaves, sussurros e a canto de óperas; é um misto de músicas clássicas/barrocas com elementos de música eletrônica, o violino de Emilie é o elemento principal de maioria das músicas, chega até lembrar a Lindsey Stirling, só que as músicas de Emilie Autumn variam muito no estilo: têm instrumentais, musicas para dançar, rir, chorar, se apaixonar, desabafar, brincar, protestar, sonhar com num conto de fadas, se vingar... Ela mesma chamou seu estilo musical de Victoriandustrial, pelos elementos eletronicos de música industrial e erúditos da Época Vitoriana.
Dentre os mais conhecidos temos seu álbum Enchant(2003) - onde ela se vestia de fada e tinha cabelo cor-de-rosa e castanho, cantando músicas mais líricas, neoclassicas e celtas com o tema de conto-de-fadas, este é o mais leve e ethereal deles. Depois, ela passou por uma crise com  seus problemas e sua família e anunciou um álbum mais chocante, Opheliac(2006) que fala sobre doenças mentais e problemas, contando a história presente em seu livro inspirado em sua vida sofrida. Teve direito a gritos, toques mais pesados, ela pintou o cabelo de vermelho e exagerou na maquiagem preta como uma bonequinha gótica-vitoriana. Depois dessa fase, onde ficou mais conhecida, chegou o Fight Like a Girl(2012), que lançou até um videoclipe com esse mesmo nome, com uma temática mais esperançosa, vingativa e poderosa de seu livro, o visual de Emilie se tornou mais burlesco com cores mais apagadas e sujas e seu cabelo platinado. Emilie também possui álbuns instrumentais onde dá um show com o violino e alguns toques eletrônicos: On a Day... (2000) e Laced / Unlaced (2007).
Não é recomendável a quem ouve Luan Santana e/ou algo do gênero.

 

Teatro e danças:

Em sua fase Opheliac, os seus shows ganharam performances teatrais e burlescas com a companhia das moças talentosas chamadas de Bloody Crumpets que tinham habilidades circences, além de dançarem e atuarem no palco beijando Emilie na boca numa forma de comédia, quase um stand-up comedy. As Bloody Crumpets tinham nomes relacionados às personagens de seu livro e muitas deixaram o palco e entraram outras novas. O palco era recheado de elementos que lembravam um hospício vitoriano, com cupcakes, xícaras com chá, relógios, ratinhos e portões; tudo com um encanto de Alice no País das Maravilhas. Por lá se desenrolavam as atuações e canções. Para quem não sabe, performances burlescas possuem uma espécie de strip-tease onde a dançarina ficava só com adesivos nos seios e uma calcinha fofa, o que Emilie por vezes fazia no palco. O show já esteve no Brasil no fim de 2012 em São Paulo e no Rio. Tem também a Trupe do The Devil's Carnival, uma peça em que foi convidada a participar, que atua como Bonequinha pintada, expulsa do céu por estar quebrada, juntando-se com o povo do circo no inferno controlado pelo capeta e aprontando todas. Ela voltou a estar em cartaz com essa peça a partir de setembro de 2015. Foi nessa peça que Emilie conheceu seu príncipe, o ator Marc Senter (que inclusive interpreta seu par romântico na peça, o Escorpião), e mesmo não tendo confirmado se é namoro ou amizade, ele está sempre a acompanhando em tudo e fazendo da vida da nossa garota bem mais doce. Ele atuou até no videoclipe Fight Like a Girl numa cena de beijo com Emilie suuuper fofa. Parceiro de altas confusões.

Bonequinha Pintada, personagem tão Emilie.

 

Cinema:

Emilie teve poucas participações no cinema, porém contribui com coisas que qualquer fã não esquece e por mais que pequena, nos obrigavamos a assistir os filmes só para ter o prazer de ver seu talento mostrado nas telinhas.
O maior deles sem dúvida foi o filme da Trupe The Devil's Carnival onde depois de um tempo como teatro, virou filme. E Emilie atuava sempre como a lendária personagem Bonequinha Pintada. Outra participação lembrada dela foi na trilha sonora do filme Jogos Mortais II com as músicas "Organ Grinder" (instrumental) e "Dead is the New Alive" (mais radical e cantada). No filme 11.11.11 ela é uma figurante youtuber que fala sobre a teoria do número 11 em um dos vídeos em que o personagem principal está assistindo, tudo bem rapido; ocorreu na Era Opheliac onde ela usava seu cabelo vermelho berrante. Também na Era Opheliac ela participou do videoclipe da Banda de música industrial Die Warzau, Born Again - que coragem dela! - numa cena de sexo lésbico, totalmente sem roupa! Eu adoro ficar vendo esse video, não sei pq. Acho que pq é polêmico. Não pense besteira. Ver sua ídola pelada é tipo nossa!

 

Livro e poemas: 

Ok, aposto que, se leram até aqui, ficaram curiosos para saber qual é esse livro que tenho falado tanto que serve de base para as letras de músicas, danças e teatros encenados por ela. E que é baseado na vida conturbada dela que chegou a ser abandonada num hospício. Este livro se chama Hospício para Garotas rebeldes Vitorianas (Asylum for Wayward Victorian Girls) e infelizmente não tem no Brasil, não tem em português e é caro. É caro por possuir ilustrações da própria Emilie e ser bem colorido num tamanho grande. Mas é essencial para todo Plague Rat. - que é como ela chama seus fãs, ratos pestulentos, isso mesmo, mas que tem bom sentido para ela baseando-se no livro -  Não tenho e quero ter. O livro fala sobre uma personagem chamada Emily, uma adolescente ruíva com uma cicatriz em forma de coração logo abaixo do olho, que vivia em Londres na Época Vitoriana abandonada em um hospício para mulheres cheio de médicos malucos, ratos falantes amigáveis, fotógrafo bonitão, pacientes cômicas (ai que entram as Bloody Crumpets) o ursinho Sofredor(cor-de-rosa com remendos), remédios e muito chá. Tudo escrito com muito sarcasmo e sangue nas páginas. Emilie também lançou um livro reunindos seus poemas - que também se baseavam no livro, os quais ela os lê em voz alta em seus shows ao som leve de seus músicos. Alguns deles são: Two Masks, Dreams, I Didn't Mean You, Space, I Cried for You...

 

Estilosa:

Em questão de estilo, Emilie sempre foi minha inspiração, desde criança dizem que ela sempre foi muito criativa até no visual. Na capa do CD Enchant vemos ela com um uniforme militar, mechas cor-de-rosa e asas de fada. E mais tarde na sua fase Opheliac aliada à Epoca Vitoriana começou a vestir listras preto e brancas, vestidos brancos inspirados na época e corpetes lindos de morrer. Com seu cabelo vermelho, colocava apliques cor-de-rosa e brilhante em forma de maria-chiquinha. Sempre com muito brilho e glamour com um toque obscuro e desgastado; a maquiagem era perfeita, o coração pintado debaixo de um de seus olhos com muito gliter vermelho era um símbolo dos abusos que sofreu na infância e uma referência à personagem Emily de seu livro. Alias temos o coração vermelho presente em tudo. Uns toques de gothic lolita, de dark cabaret, de gótico vitoriano, steampunk, perky goth, fizeram de seu estilo o que é. Agora Emilie está loira e usa tons mais crus, cor-de-rosa, com brilho e dourado envelhecido em seus shows e rumo à meia idade, veste algo mais confortável com tons apagados fora dos shows.

O ursinho Sofredor sempre a acompanhando
Linda e poderosa chegando aos 40.

 

Vida Pessoal:

Emilie Fritzges, nasceu em 
22 de setembro de 1979, em Malibu, Califórnia, EUA. E desde seus quatro anos de idade começou a tocar violino. Super criativa desde criança, que só algo muito ruim poderia querer derrubá-la mas não conseguiu: Emilie sofreu abusos sexuais em sua infância e adolescência(tendo inspirado as músicas I Want My Innocence Back, Gothic Lolita e The Art of Suicide), e por ser muito criativa, usava roupas diferentes, ouvia músicas diferentes dos demais e isso fez surgir o bulling. Seus sintomas de depressão, bipolaridade, insônia começaram a incomodá-la mais ainda nessa fase, portanto, abandonou os estudos na Universidade Indiana Escola de Música para estudar em casa, já que até as autoridades de lá tinham problemas com os gostos de nossa heroína. Ela estudou parte de sua vida escolar e universitária em casa e até que conseguiu lançar um álbum(Enchant) e ser chamada como violinista para vários artistas como Courtney Love em 2004, época que acabou abortando seu primeiro filho por seu medo obsessivo de passar transtorno bipolar aos seus descendentes acabando internada numa clínica psiquiátrica por ter feito isso. Onde teve tentado suicídio varias vezes. E é aí que tudo começa. Sua fase mais obscura com o lançamento do álbum Opheliac e do livro Asylum For Wayward Victorian Girls após ter saído da terrível clinica que tiveram como inspiração seu sofrimento e sua imaginação fértil. Seus pais já não estavam mais lá para apoia-lá, Emilie sempre mentiu sobre eles, talvez por terem deixado-a por sentirem vergonha da filha ou algo assim. Ela tatuou o número de sua ala psiquiátrica em seu braço direito. Pintou o cabelo de vermelho berrante. Assim foi conseguindo conquistar a fama com seu jeito excêntrico de ser ao lado das Bloody Crumpets e deixando a arte tomar espaço de sua história. Quando lançou Fight Like a Girl, Emilie já era bem conhecida, teria feito vários shows, veio ao Brasil pela primeira vez, entrou para o grupo The Devil's Carnival onde conheceu Marc Senter que mudou sua visão sobre homens. Platinou o cabelo e continou seu show. Emilie parece estar mais feliz ao lado de Marc pelo que vemos em suas fotos no Instagram.
 

NOTA:  

Uma linda história de superação e criatividade à flor da pele. Emilie é 100% real, mas bem que sua história daria um filme. Por isso, sou fã dela, tenho camiseta dela e me orgulho disso. Mas ela é apenas inspiração, não tento ser ela não! Diante de meus problemas, penso na história dela e em meus talentos que assim como os de Emilie são variados (: Eu tento usar meus problemas como inspiração em algumas de minhas artes e isso inclui minhas piadas, sempre assisto alguns dos shows dela antes de encenar uma peça de teatro, pois é nela que encontro inspiração. Espero que muitos também façam isso, pois temos que saber aproveitar o máximo que a vida nos proporciona até mesmo nossos erros e tristezas. Fiquem com essa bela lição. Thauzinho. Até a próxima.


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