sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Pastel Goth??? É gótico? É um sabor de pastel? É um sabor de pastel para góticos?

 Por acaso você já ouviu falar de Pastel Goth ou Pastel Gótico por aí pela
internet? E com certeza viu a imagem de uma menina se esforçando ao máximo para ser fofinha e assustadora ao mesmo tempo? Ela usa acessórios inspirados em crianças bem pequenas de cores bebês e mistura com acessórios pretos e rock n' roll, moletons com palavrões em inglês, cabelo cor de algodão-doce e acessórios de horror como caveirinhas e até coisas mais sexy's. Então está aí o dilema deste estilo surgido nestes últimos anos entre as garotas de blogs e Tumblrs. A mistura do mais delicado, fofinho e kawaii com o pesado, assustador e gótico. Rapazes também são bem-vindos no estilo.
                                                     
                       




Mas por que? Isso é moda?É subcultura? É um novo tipo de gótico? Acredito que isso dependerá da pessoa que o usar, não dá para julgar como sendo modinha pois tenho visto algumas góticas adotarem esse estilo por que já tentavam unir ambos os lados ou porque veem nele o seu lado fofinho sem deixar de ser gótico. E também não dá para levar a sério. Muita gente só se veste assim só porque acha lindo, viu na internet e quer imitar, porque se identificou, porque assim como o "Gótica Suave" é um jeito de suavizar o mundo de trevas 666 do demônio uma cultura mais pesada e obscura e por isso atraí muita gente que vê errado sobre o que ser gótico realmente é. Ou quem sabe até uma busca pela dualidade, ou seja o equilíbrio entre dois lados opostos, o que agrada muita gente por aí, mesmo que inconscientemente.

E por que pastel? Pastel é o nome que damos às cores clarinhas, cores que bebês vestem. E como muitas modas como a Sweet Lolita já utilizavam dessas cores e puxavam esse lado Kawaii (fofo em japonês), chamou a atenção de muitas meninas que também amavam o estilo gótico e coisas assustadoras. E não só do gótico, mas também do grunge, do metal e do rock, formando assim subdivisões como Pastel Grunge, Pastel Metal e também o Sea Punk, este último prefere misturar cores de piscina e mar e elementos com acessórios punk e de sereias. Mas o povo prefere generalizar e chamar tudo de Pastel Goth mesmo, já que são todos muito parecidos e o gótico é o estilo mais lembrado por usar coisas mais pesadas entre eles.

Sea Punk
Pastel Grunge
Pastel Metal

O estilo se popularizou tanto que hoje é quase impossível buscar algo sobre os góticos na internet e não encontrar algo ultrafofinho com cores pastéis em vez de imagens de espartilhos pretos. Muitas vezes não sendo fofo e assustador, apenas fofo. É mais fácil encontrar alguém que segue Pastel Goth do que a subcultura gótica em si. E você não sabe se alguém do Pastel Goth segue mesmo a relidade gótica, ouve Bauhaus ou algo do gênero ou só quer se vestir assim porque quer, ou ouve só Taylor Swift e as divas do pop e tá nem aí para a subcultura gótica, ou ouve músicas de emo achando que virou gótica. Tanto é que no Tumblr meu habitat natural e um dos berços do Pastel Goth, o pessoal criou a tag #gothgoth para postar coisas relacionadas à subcultura cansado digitar #goth e aparecer um monte de coisinha cor-de-rosa meio nada a ver ou coisinhas sobre suicídio e depressão ou coisas do mundo grunge ou apenas Kawaii. Exemplos abaixo:


 Ah! Quase esqueci do Nu Goth que é gótico pelado mais despojado e usa mais preto e menos acessórios infantis. Ótimo para usar no dia-a-dia ou até mesmo em casa. O Nu Goth foi criado do mesmo jeito que o Pastel Goth foi criado por isso há quem misture ambos. A famosa loja Killstar  vende roupas neste estilo pela internet. 



Por isso, não se engane, o gótico e o Pastel Goth podem ser opostos. É preciso pesquisar mais sobre a Cultura Gótica para entendê-la. O Pastel Goth é um estilo legal e tem muita coisa boa nele, porém assim como o gótica suave, ele está banalizando o conceito de ser gótico, passando como algo feito só para vestir, ou usado só por adolescentes rebeldes e que passou agora uma imagem mais aceitável por suavizar o "hardcore". Também não dá para chegar em um(a) Pastel Goth e ridicularizá-lo(a) por isso, falar mal de seu estilo, gosto e aparência, afinal não devemos julgar os outros certo? Podemos até mostrar seu erro, mas julgá-los nunca. Está aí, o que eu entendi do Pastel Goth que não é pastel de comer não.

            



Eu só gosto de lilás, o resto não tem nada a ver comigo. Me sigam no Brazilian Goth Scene.
Até mais galera! And...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Porque eu gosto tanto de fantasmas?

Neste mundo há gente para gostar de tudo o que é coisa. Há quem goste de cerveja, maquiagem, livros, animes, incomodar os vizinhos e por aí vai. Há gostos mais comuns e incomuns. Nós góticos, temos gostos mais incomuns do que comuns e por isso nos sentimos mais seguros pertencendo a uma subcultura onde podemos encontrar pessoas parecidas conosco. Pelo menos essa é uma das minhas concepções sobre ser gótico, não sei se os outros concordariam. Enfim, você já deve ter percebido que alguns góticos amam vampiros, outros amam e se dizem serem bruxos(as), há aqueles viciados em zumbis, em caveirinhas... E eu... Desenvolvi uma certa paixonite por fantasmas! Almas, espíritos, assombrações, espectros, orbs, ectoplasmas, vampirismo energético... Um mundo incrível e que desperta muito interesse da ciência, pois é praticamente um tabu afirmar se eles existem ou não. Eu amo estudar o assunto, e acredite há muita coisa para se pesquisar sobre. Sempre há notícias correndo no mundo sobre casos sobrenaturais de vida após a morte, porém a maioria são produzidas por charlatões em busca de fama e isso me aborrece muito pelo assunto perder a credibilidade do povo. Se eles existem mesmo, bem, eu não sou a pessoa certa para lhe dizer, mas cada um têm sua vivência pessoal e tira suas próprias conclusões sobre o assunto e eu respeito a opinião de cada um e espero que façam o mesmo. De qualquer forma, acho que seria mais fácil acreditar se as pessoas não tivessem tanto medo a ponto de negar a existência da continuação da nossa vida após deixarmos nosso corpo e ficarmos presos à Terra caso tivermos assuntos pendentes.


Eu não sou médium ou coisa do gênero, talvez uma sensitiva, mas preciso de mais experiências para saber se sou mesmo e também não me prendo a religiões e crenças, mas respeito muito a decisão de cada um crer no que quiser ou na religião que quiser. Eu tenho minha crença particular que engloba muita coisa que eu pesquiso na parte religiosa e científica e acabam se encaixando e assim formo minha opinião que não vou expô-la pois é um assunto muito longo e como já disse, crenças são um tabu hoje em dia. Muita gente - e bota muita nisso aí - já veio me procurar ao saberem que eu gosto e pesquiso o assunto para me contarem casos sobrenaturais ocorridos com elas mesmas e procurar ajuda. Eu muitas vezes me orgulhei de entender do que se tratava assim como um médico diagnostica de cara a doença ao saber dos sintomas do paciente entendi o porque do caso acontecer, pois a maioria das histórias usadas em filmes são baseadas na realidade e assim gravamos facilmente, porém nem tudo é como nos filmes. Eu apenas dou conselhos, nunca falei para ninguém conversar com o fantasma ou chamar o espírito de alguém, acredito que isso não é bom e causa medo, atraindo assim, energias negativas. Quem quiser, que vá atrás de um médium ou especialista para saber o que se deve fazer em casos mais graves. Portanto, foram raros os casos que aconselhei, a maioria das pessoas, sabia quem era o espírito e geralmente era um parente de visita. 
O assunto sempre me atraiu desde pequenininha. Eu corria dormir no meio dos meus pais com medo de que fantasmas viessem atrás de mim. Mas com o tempo, minha curiosidade sempre foi maior que meu medo e como sou uma rata de internet, logo aprendi muita coisa sobre o paranormal, sei detectar charlatões e acabei achando lindo e fofo o ser humano em sua essência, a alma, onde ninguém é melhor ou mais bonito ou rico que ninguém, ninguém pode possuir mais nada material, só lhes restou seus sentimentos e energias. A ideia de que somos infintos para mim é sensacional! Hoje não tenho vergonha de dizer que gosto do sobrenatural, qualquer assunto dentro dele me interessa mesmo não sendo de fantasmas, afinal sou curiosa pra caraí, curiosa para tudo aliás, como a personagem tema do blog, a Alice. 


E se eu tenho medo?


Costumo mais amar do que ter medo, mas é natural do ser humano ter medo de coisas desconhecidas e nisso, uma mistura das duas sensações toma conta de mim que nem sei mais o que eu sinto. Se eu ver um fantasma é capaz de eu ir pedir para ele tirar uma foto comigo pra provar sua existência não vou saber qual será minha reação, talvez na hora seja de medo e depois de admiração e orgulho, não tenho como prever. Já presenciei coisas fora do comum, mas não o suficiente para provar se eram sobrenaturais ou não e na hora a minha reação foi a mesma do dia-a-dia, pois muitas dessas coisas passam despercebidas pelas pessoas, só depois fui me tocar.


E se eu já tentei contata-los?

Bem, a oferta parece tentadora, mas não. Eu respeito muito as leis da natureza e às almas também e a mim também. Não recomendo ninguém a mexer com isso, a gente nunca sabe o que vai acontecer.


Fantasmas como inspiração

Gosto de usar tudo o que eu sei sobre o mundo paranormal em meus contos, poemas, roteiros audiovisuais, desenhos e animações. Em algum canto da internet deve ter alguma coisa que eu postei. Já até tentei me vestir de fantasma, fazer maquiagem de fantasma, vestir a Barbie de fantasma, loucuras minhas...

E se um dia eu ver um fantasma?

Provavelmente vou tentar ajudá-lo em vez de sair escandalizando e se eu perceber que ele não é furioso ou vingativo e maléfico. Pois se ele for maléfico é melhor sair correndo que nem o Scooby Doo e procurar ajuda. E se for uma farsa, não vai ter como eu não perceber, dificilmente alguém vai imitar corretamente. Espíritos presos à Terra querem ajuda para encontrar seu caminho a seguir, ou nem têm noção do que estão fazendo, mal sabem que morreram.


Se eu já pensei em ser caça-fantasmas e sair ajudando as pobre almas?


A minha formação é de Rádio e TV e os equipamentos são praticamente os mesmos que dos caça-fantasmas usam para registrar os espectros, os outros como o medidor de campo eletromagnético e o medidor de temperatura não são difíceis de manusear. Então a possibilidade realmente existe, mas não é uma coisa que se dê lucro aqui no Brasil e é muito complicado trabalhar com isso, teria que ser mais experiente e preparada e não gosto de mexer com as crenças do pessoal. No entanto, não é meu objetivo agora, quem sabe um dia eu tenha a oportunidade de fazer coisas do gênero, por enquanto é melhor ficar na ficção e em reportagens. Não é meu objetivo de vida. Apenas sonho.

Então é isso. Uma breve explicação de porque eu gosto de fantasmas. Fico por aqui, O assunto é longo e para quem se interessa recomendo que pesquisem sempre mais a fundo, hoje encontramos muita coisa na internet, em videos (eu recomendo o canal Assombrado e o Caça Fantasmas Visão Paranormal no Youtube, ambos apresentados por casais super gente boa, aprendo muita coisa com eles), textos e imagens, leia livros se puder (eu recomendo James Van Praagh, Allan Kardec) e nunca defenda mais a ciência ou a religião, entenda o ponto de vista de ambas. Não critique a crença de ninguém e nem imponha a sua. Respeito é bom e todos gostam. Tchauzinho e maneirem nesse medo aí. 


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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Comidas rústicas e deliciosas


Hoje resolvi trazer um assunto totalmente diferente do que costumo postar: Comida! Quem não gosta de comida? E eu mesma tenho um gosto muito particular: produtos fresquinhos diretamente do campo, pães e bolos caseiros, café colonial, chás diretamente do seu quintal, produtos intergrais e naturais. São coisas que você mesmo pode produzir e por esse motivo acaba ganhando um gostinho especial e economiza um pouco além de grande parte ser mais saudável sem adições de produtos químicos dando espaço a produtos que sua vó usava e você achava inútil. 

O homem foi criado na natureza e na natureza encontrou sua alimentação; que utilizamos até hoje, só que de formas diferentes e mais artificiais. E esses mesmos alimentos encontrados na natureza são repletas de vitaminas e proteínas essenciais.


Grande parte das receitas que faço, aprendo na Internet e por mais que precise de produtos industrializados, sempre acabo dando um jeito de utilizar algum ingrediente mais natural ou menos calórico, como é o caso do leite de vaca purinho - que sempre mando meu pai comprar na feira juntamente com salame, pão, manteiga, vinho e queijo - que estraga mais fácil do que o leite comprado no mercado e uma ideia de não disperdiçá-lo foi usando em minhas tortas, bolos e sobremesas. 

Eu tenho uma paixão imensa pela natureza, campo, florestas e matas e acabei aos poucos tendo ideias de utilizar produtos colhidos como frutos e ervas para utilizar em minha alimentação e acabei criando esse gosto mais particular. E não só produtos caseiros, acabo adquirindo em supermercados também e padarias. Afinal outras pessoas comercializam seu produto nesses locais. Mas vamos combinar: fica mais gostoso quando é você quem o faz. Hahaha. E assim acabei desenvolvendo meu interesse por culinária. Quem disse que góticas ficam só se cortando no cemitério? Eu hein? Vai fazer um bolo que você ganha mais. Pessoas gostam de bolo e não de fofoca inútil sobre culturas que você não conhece.É muito mais fácil você encontrar um gótico "de verdade" cozinhando do que se cortando. E quem disse que lugar de mulher é na cozinha também vá se %$#*@.

Mas isso não me impede de ir no MC Donalds com as amigas de vez em quando, nem de se empanturrar de Doritos e achocolatado. Nem de comer algo que estou evitando de vez em quando. Já estou cortando bolachas (biscoitos, calma, calma eu falo biscoito também) recheadas, suco de pózinho, carne vermelha(acho que posso chegar a ser vegetariana algum dia, mas no momento acho difícil, pois amo frango de paixão) de minha alimentação diária por conterem muita coisa artificial ou gordura e também por eu já não gostar muito. Já faz uns três anos que estou sem tomar uma gota de refrigerante. Ah! Isso eu não tomo de jeito nenhum!


Fui!!! Comer Até mais.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Diário Negro - Eu tive sim!


Antes mesmo de eu ter um Tumblr ou qualquer coisa na internet onde onde eu pudesse me expressar sem medo e desabafar - já que não poderia fazer isso no Facebook ou no Orkut ou no Twitter sem parecer louca maniaco-depressiva fugida do hospício -  eu tinha um cantinho obscuro no meu antigo computador onde eu poderia fazer meus desabafos, adicionar figuras e fotos e ser muito dramática, onde só minha irmã tinha acesso porém ela pouco ligava para isso aliás quem ligaria em um computador com internet. Era um documento do Word com formatação para a internet, porém nunca cheguei a postar na web, era todo preto com letras estilo "chiller" no título em vermelho berrante escrito: "Diário Negro de Jéssica". As letras dos textos eram brancas e abordavam diversos assuntos que me atormentavam em minha vida e abalavam meu psicólogico afetando minha auto-estima que não andava legal nessa época.

Eu até tirava fotos depressivas nessa época ): Notem que eu estou descalça no mato


DJ ou pode ser você mesmo que tá lendo isso solta o som com "The Art of Suicide" da Emilie Autumn no Youtube! Sim, eu tive depressão aos meus dezoito anos de vida e não via futuro para mim, justamente em uma idade em que começamos a decidir tudo: trabalho, faculdade, amigos, carteira de motorista, passeios, bebidas alcólicas... Eu percebi que tinha me esforçado demais e sonhado alto demais e caí de uma altura impressionante restando-me a desilusão. E me afundava cada vez mais quando eu entrava no Facebook e via aquelas pessoas que praticavam bulling comigo tendo êxito em seus negócios, formando família, saindo com os amigos, entrando na faculdade, concluindo que eu era na vida, uma perdedora.

Recado aos jovi. A true Story. Fonte: Twitter desse cara ali.

E desabafar em um lugarzinho especial fazia eu esquecer um pouco de meus problemas e me sentir melhor. É a lixeirinha da minha vida. Fora da web me sentia livre para ser eu mesma e não fingir que tudo está bem quando não está. Eu não me dava ao trabalho de aprender a escrever em blogs porque não havia necessidade de espalhar minha tristeza com o mundo. A escrita me salvou muito e continua me salvando ainda. Acontece que eu fui evoluindo como um pokemón e minha auto-estima melhorou muito e hoje consigo postar muuuuita coisa na Internet sem medo; conheci o Tumblr, uma espécie de metade rede social - metade blog que  me ajudou muito e até formou minha personalidade sem preconceitos comigo mesma. Meu Diário Negro passou a ser um Tumblr anônimo em que fiz para postar fotos dramáticas com músicas tristes e desabafos meus que algumas pessoas acabam se identificando e vindo falar comigo. Eu uso pseudônimo e nada de fotos minhas, assim fico melhor e mais segura. E o mais importante: aprendi a ser sincera, sincera até desbafar a última dor. Alivia. Hoje sou sincera na vida pessoal, se tem uma coisa que eu sou hoje, meu amigo, é sincera, custe o que custar. Se isso é defeito ou qualidade eu não ligo, só sei que guardar coisas para mim, eu não vou mais... Pensei até em fazer um Diário Branco para mostrar o que eu tenho de bom para o mundo e para reforçar minha positividade. Mais dava trabalho. Este blog é uma prova de que eu superei muita coisa u.u e quanto ao Diário Negro, deleitei do meu computador, visto que não teria mais utilidade para mim, mas recomendo para todos que querem aliviar suas dores, seja dentro ou fora da internet.


Campanha: Faça uma lixeirinha para sua vida. Jogue nela tudo o que te incomoda! E viva melhor e mais feliz!


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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Minha Primeira Tatuagem

E aí galerinha? Tudo beleza? É uma pena que vocês não podem responder ): Trouxe hoje um assunto interessante: tatuagens! Não acredito que ainda tem gente que acredita que quem tatua o corpo vai para o inferno E como só tenho uma tatuagem até neste momento, vou lhe contar sobre ela que é uma história interessante. Fazer a primeira tatuagem requer coragem, tanto para a dor, tanto para a decisão de ficar com aquele desenho no seu corpo para o resto da vida. E a aceitação dos pais e no trabalho. Porém, como sou maior de idade, meus pais não ligaram muito. Como é uma tatuagem pequenininha, ninguém encheu o saco, com uma pulseira posso escondê-la se for o caso de um emprego futuro que não me veja com bons olhos por ter tatuagem. E... Como fui eu que paguei com meu dinheiro, ninguém teve o que reclamar mesmo. E eu sempre achei tatuagens pequenas e criativas muito lindas nos locais como dedos e pulso. Só que nunca pensei em tatuar o corpo, porém, algo me chamou a atenção em uma delas logo que bati os olhos nela e disse: "É essa que eu vou fazer!". Agora, me dê imagens produção, imagens da minha tattoo:

O Resultado no meu pulso

Minha amiga fez três tatuagens no ano de 2014, época que também fiz a minha e ficou insistindo para que eu também fizesse já que eu mostrava esse meu gosto por tatuagens para ela. Assim que achei o desenho perfeito, ela também quis fazer a tatuagem porque tem muito a ver com nosso curso de Rádio e TV. Cíumenta, sim tenho muito cíumes do meu curso e das coisas relacionadas a ele, não sei porque decidi que iria tatua-la primeiro, só que teria que ter coragem e pensar muito se eu queria aturá-la até no meu cadáver. E durante esse tempo não vi nada de errado e marcaria esse momento de faculdade e meu estágio na TV local na Edição de Vídeos. E a tattoo tem muito a ver com a edição, com o Adobe Premier que é o programa onde usamos essas teclas direto para editar vídeos. Tudo soou como um sinal verde para assim que recebesse, fosse até o estúdio onde já tinha planejado com o tatuador e decidisse enfrentar a dor da minha primeira tatuagem.

Olha lá que lindinha no meu pulso (:

Estava meio indecisa no dia. O tempo havia fechado e precisava chegar em casa porque estava sem guarda-chuva. Depois de sair do trabalho, fui me consultar numa clínica que ficava perto. E em minha mente, pensei: se não chover, vou fazer a bendita da tatuagem. E não choveu! Cheguei no estúdio decidida a fazê-la. Bem na hora que o tatuador começou a pintar o desenho minha mãe ligou para saber onde eu estava e avisar que minha amiga estava lá em casa esperando por mim. Então conversei com ela dizendo que estava sendo tatuada no exato momento e que dava para escutar o barulhinho da agulha. A sensação era de ser pintada fortemente por uma caneta de ponta fina. Nada de choro ou desespero, é uma dor que posso dizer que é suportável no local que decidi, meu pulso. Não demorou e nem saiu caro pelo tamanho da tatuagem. A recomendação do tatuador era que eu comprasse uma pomada específica para cicatrizar e que deixasse o local isolado em um plástiquinho até dar o tempo certo. Ao chegar em casa, minha mãe e minha amiga ficaram adimiradas com minha decisão. Mas tudo ocorreu Ok. Também por ela ser pequena, cicatrizou logo. Para mim, ela representa meu amor pelo meu curso e mais especificamente pela área da edição, que é a área em que mais me destaquei no curso.

Foi essa imagem que me fez querer tatuar

E é isso aí. Recomendo que pensem muito bem antes de fazer uma, pois você vai ficar com ela em todas as etapas de sua vida e nessas etapas pode ser que não goste mais do desenho ou símbolo tatuado e sinta vergonha dela. Veja se não é uma coisa momentânea. Pense na reação dos seus pais e nos seus futuros empregos - infelizmente o preconceito ainda existe. - Estude o local e se a dor no local é uma coisa suportável para si. Varia de pessoa para pessoa. Nem que isso demore um tempo, porque depois desse tempo passado você pode descobrir se ainda tem a mesma vontade de tatuar o local como tinha antes e não ter possíveis arrependimentos. Quanto a mim, penso em fazer mais tatuagens sim, pequenininhas e criativas, mas estou nesse processo de aceitação de ideia e do desenho, até porque estou satisfeita com uma só neste momento. Até a próxima, galera. 0/

Um tchauzinho da minha mão rabiscada da zoeira na faculdade
e uma mensagem muito linda escrita nela:"Não risque a mesa, risque sua mão" Rossa, Jéssica.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Rápido que dá tempo: Sem Asas reestreia em 2015

Sem Asas reestreia em 2015!

Rápido que dá tempo. Assim que terminei de fazer o cartaz da nossa peça, nada melhor do que divulgar em todos os lugares possíveis, até colado na cesta de lixo serve, para que possamos lotar a Casa da Cultura. E o melhor: é de graça! Se caso você more em Campo Largo ou em Curitiba, o que eu acho difícil alguém ler isso até às 20h e 30min do dia 17 e 16h do dia 18 de outubro... Mas tudo bem não custa nada tentar. É o meu blog e eu posto o que eu quero. 


A peça estreou em outubro de 2014 e agora reestreia com novos atores e atrizes e com os antigos também, eu por exemplo, continuo sendo a borboleta má e metida-besta ostentando meu figurino vermelho e preto. É inspirada na série Rá-Tim-Bum da Tv Cultura, escrita por César Cavelagna. Para quem não viu, eu fiz um post da peça de 2014 onde fomos entrevistados pela Tv Transamérica, onde eu trabalhava na edição dos vídeos e é só clicar aqui, que você vai ver.

Segue algumas fotos dos bastidores o evento:

Maria toda contente (:

Lisie após o pancake

A diretora também fez questão de ajudar com o
cabelo da galera.

Eu com a maquiagem de borboleta pronta.
E muito laque no cabelo.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Minha principal inspiração: Emilie Autumn

Dicas de Alice #2: Emilie Autumn

Foi buscando algo relacionado à Era Vitoriana que a descobri. Chamou-me atenção pelo seu cabelo vermelho e estética de boneca de época. Emilie Autumn me encheu os olhos só pelo visual e claro, fui pesquisar mais sobre ela. E de início fui cair direto na biografia dela. Não tem como não falar dela e falar de problemas mentais como depressão e bipolaridade, que para ela tem sido uma de suas grandes inspirações para suas obras. E por isso tem sido meio controverso falar dela. Porém eu a amei, descobri que ela é violinista nata, cantora, compositora, dançarina burlesca, escritora (de poemas e livros), atriz (de teatro e cinema), amante de grandes artistas como Shakespeare(tem até uma canção, Opheliac, em homenagem a uma das personagens dele Ofélia que se suicidou afogando-se num lago), Lewis Carroll, Nigel Kennedy e Freddie Mercury. E não para só por aí, ela é a artista mais criativa que já conheci (claro que não pessoalmente), sempre dá um jeito de unir tudo.



Músicas:

Suas músicas são bem teatrais, certamente poucos gostarão de ouvir, com direito a gritos, vozes mais suaves, sussurros e a canto de óperas; é um misto de músicas clássicas/barrocas com elementos de música eletrônica, o violino de Emilie é o elemento principal de maioria das músicas, chega até lembrar a Lindsey Stirling, só que as músicas de Emilie Autumn variam muito no estilo: têm instrumentais, musicas para dançar, rir, chorar, se apaixonar, desabafar, brincar, protestar, sonhar com num conto de fadas, se vingar... Ela mesma chamou seu estilo musical de Victoriandustrial, pelos elementos eletronicos de música industrial e erúditos da Época Vitoriana.
Dentre os mais conhecidos temos seu álbum Enchant(2003) - onde ela se vestia de fada e tinha cabelo cor-de-rosa e castanho, cantando músicas mais líricas, neoclassicas e celtas com o tema de conto-de-fadas, este é o mais leve e ethereal deles. Depois, ela passou por uma crise com  seus problemas e sua família e anunciou um álbum mais chocante, Opheliac(2006) que fala sobre doenças mentais e problemas, contando a história presente em seu livro inspirado em sua vida sofrida. Teve direito a gritos, toques mais pesados, ela pintou o cabelo de vermelho e exagerou na maquiagem preta como uma bonequinha gótica-vitoriana. Depois dessa fase, onde ficou mais conhecida, chegou o Fight Like a Girl(2012), que lançou até um videoclipe com esse mesmo nome, com uma temática mais esperançosa, vingativa e poderosa de seu livro, o visual de Emilie se tornou mais burlesco com cores mais apagadas e sujas e seu cabelo platinado. Emilie também possui álbuns instrumentais onde dá um show com o violino e alguns toques eletrônicos: On a Day... (2000) e Laced / Unlaced (2007).
Não é recomendável a quem ouve Luan Santana e/ou algo do gênero.

 

Teatro e danças:

Em sua fase Opheliac, os seus shows ganharam performances teatrais e burlescas com a companhia das moças talentosas chamadas de Bloody Crumpets que tinham habilidades circences, além de dançarem e atuarem no palco beijando Emilie na boca numa forma de comédia, quase um stand-up comedy. As Bloody Crumpets tinham nomes relacionados às personagens de seu livro e muitas deixaram o palco e entraram outras novas. O palco era recheado de elementos que lembravam um hospício vitoriano, com cupcakes, xícaras com chá, relógios, ratinhos e portões; tudo com um encanto de Alice no País das Maravilhas. Por lá se desenrolavam as atuações e canções. Para quem não sabe, performances burlescas possuem uma espécie de strip-tease onde a dançarina ficava só com adesivos nos seios e uma calcinha fofa, o que Emilie por vezes fazia no palco. O show já esteve no Brasil no fim de 2012 em São Paulo e no Rio. Tem também a Trupe do The Devil's Carnival, uma peça em que foi convidada a participar, que atua como Bonequinha pintada, expulsa do céu por estar quebrada, juntando-se com o povo do circo no inferno controlado pelo capeta e aprontando todas. Ela voltou a estar em cartaz com essa peça a partir de setembro de 2015. Foi nessa peça que Emilie conheceu seu príncipe, o ator Marc Senter (que inclusive interpreta seu par romântico na peça, o Escorpião), e mesmo não tendo confirmado se é namoro ou amizade, ele está sempre a acompanhando em tudo e fazendo da vida da nossa garota bem mais doce. Ele atuou até no videoclipe Fight Like a Girl numa cena de beijo com Emilie suuuper fofa. Parceiro de altas confusões.

Bonequinha Pintada, personagem tão Emilie.

 

Cinema:

Emilie teve poucas participações no cinema, porém contribui com coisas que qualquer fã não esquece e por mais que pequena, nos obrigavamos a assistir os filmes só para ter o prazer de ver seu talento mostrado nas telinhas.
O maior deles sem dúvida foi o filme da Trupe The Devil's Carnival onde depois de um tempo como teatro, virou filme. E Emilie atuava sempre como a lendária personagem Bonequinha Pintada. Outra participação lembrada dela foi na trilha sonora do filme Jogos Mortais II com as músicas "Organ Grinder" (instrumental) e "Dead is the New Alive" (mais radical e cantada). No filme 11.11.11 ela é uma figurante youtuber que fala sobre a teoria do número 11 em um dos vídeos em que o personagem principal está assistindo, tudo bem rapido; ocorreu na Era Opheliac onde ela usava seu cabelo vermelho berrante. Também na Era Opheliac ela participou do videoclipe da Banda de música industrial Die Warzau, Born Again - que coragem dela! - numa cena de sexo lésbico, totalmente sem roupa! Eu adoro ficar vendo esse video, não sei pq. Acho que pq é polêmico. Não pense besteira. Ver sua ídola pelada é tipo nossa!

 

Livro e poemas: 

Ok, aposto que, se leram até aqui, ficaram curiosos para saber qual é esse livro que tenho falado tanto que serve de base para as letras de músicas, danças e teatros encenados por ela. E que é baseado na vida conturbada dela que chegou a ser abandonada num hospício. Este livro se chama Hospício para Garotas rebeldes Vitorianas (Asylum for Wayward Victorian Girls) e infelizmente não tem no Brasil, não tem em português e é caro. É caro por possuir ilustrações da própria Emilie e ser bem colorido num tamanho grande. Mas é essencial para todo Plague Rat. - que é como ela chama seus fãs, ratos pestulentos, isso mesmo, mas que tem bom sentido para ela baseando-se no livro -  Não tenho e quero ter. O livro fala sobre uma personagem chamada Emily, uma adolescente ruíva com uma cicatriz em forma de coração logo abaixo do olho, que vivia em Londres na Época Vitoriana abandonada em um hospício para mulheres cheio de médicos malucos, ratos falantes amigáveis, fotógrafo bonitão, pacientes cômicas (ai que entram as Bloody Crumpets) o ursinho Sofredor(cor-de-rosa com remendos), remédios e muito chá. Tudo escrito com muito sarcasmo e sangue nas páginas. Emilie também lançou um livro reunindos seus poemas - que também se baseavam no livro, os quais ela os lê em voz alta em seus shows ao som leve de seus músicos. Alguns deles são: Two Masks, Dreams, I Didn't Mean You, Space, I Cried for You...

 

Estilosa:

Em questão de estilo, Emilie sempre foi minha inspiração, desde criança dizem que ela sempre foi muito criativa até no visual. Na capa do CD Enchant vemos ela com um uniforme militar, mechas cor-de-rosa e asas de fada. E mais tarde na sua fase Opheliac aliada à Epoca Vitoriana começou a vestir listras preto e brancas, vestidos brancos inspirados na época e corpetes lindos de morrer. Com seu cabelo vermelho, colocava apliques cor-de-rosa e brilhante em forma de maria-chiquinha. Sempre com muito brilho e glamour com um toque obscuro e desgastado; a maquiagem era perfeita, o coração pintado debaixo de um de seus olhos com muito gliter vermelho era um símbolo dos abusos que sofreu na infância e uma referência à personagem Emily de seu livro. Alias temos o coração vermelho presente em tudo. Uns toques de gothic lolita, de dark cabaret, de gótico vitoriano, steampunk, perky goth, fizeram de seu estilo o que é. Agora Emilie está loira e usa tons mais crus, cor-de-rosa, com brilho e dourado envelhecido em seus shows e rumo à meia idade, veste algo mais confortável com tons apagados fora dos shows.

O ursinho Sofredor sempre a acompanhando
Linda e poderosa chegando aos 40.

 

Vida Pessoal:

Emilie Fritzges, nasceu em 
22 de setembro de 1979, em Malibu, Califórnia, EUA. E desde seus quatro anos de idade começou a tocar violino. Super criativa desde criança, que só algo muito ruim poderia querer derrubá-la mas não conseguiu: Emilie sofreu abusos sexuais em sua infância e adolescência(tendo inspirado as músicas I Want My Innocence Back, Gothic Lolita e The Art of Suicide), e por ser muito criativa, usava roupas diferentes, ouvia músicas diferentes dos demais e isso fez surgir o bulling. Seus sintomas de depressão, bipolaridade, insônia começaram a incomodá-la mais ainda nessa fase, portanto, abandonou os estudos na Universidade Indiana Escola de Música para estudar em casa, já que até as autoridades de lá tinham problemas com os gostos de nossa heroína. Ela estudou parte de sua vida escolar e universitária em casa e até que conseguiu lançar um álbum(Enchant) e ser chamada como violinista para vários artistas como Courtney Love em 2004, época que acabou abortando seu primeiro filho por seu medo obsessivo de passar transtorno bipolar aos seus descendentes acabando internada numa clínica psiquiátrica por ter feito isso. Onde teve tentado suicídio varias vezes. E é aí que tudo começa. Sua fase mais obscura com o lançamento do álbum Opheliac e do livro Asylum For Wayward Victorian Girls após ter saído da terrível clinica que tiveram como inspiração seu sofrimento e sua imaginação fértil. Seus pais já não estavam mais lá para apoia-lá, Emilie sempre mentiu sobre eles, talvez por terem deixado-a por sentirem vergonha da filha ou algo assim. Ela tatuou o número de sua ala psiquiátrica em seu braço direito. Pintou o cabelo de vermelho berrante. Assim foi conseguindo conquistar a fama com seu jeito excêntrico de ser ao lado das Bloody Crumpets e deixando a arte tomar espaço de sua história. Quando lançou Fight Like a Girl, Emilie já era bem conhecida, teria feito vários shows, veio ao Brasil pela primeira vez, entrou para o grupo The Devil's Carnival onde conheceu Marc Senter que mudou sua visão sobre homens. Platinou o cabelo e continou seu show. Emilie parece estar mais feliz ao lado de Marc pelo que vemos em suas fotos no Instagram.
 

NOTA:  

Uma linda história de superação e criatividade à flor da pele. Emilie é 100% real, mas bem que sua história daria um filme. Por isso, sou fã dela, tenho camiseta dela e me orgulho disso. Mas ela é apenas inspiração, não tento ser ela não! Diante de meus problemas, penso na história dela e em meus talentos que assim como os de Emilie são variados (: Eu tento usar meus problemas como inspiração em algumas de minhas artes e isso inclui minhas piadas, sempre assisto alguns dos shows dela antes de encenar uma peça de teatro, pois é nela que encontro inspiração. Espero que muitos também façam isso, pois temos que saber aproveitar o máximo que a vida nos proporciona até mesmo nossos erros e tristezas. Fiquem com essa bela lição. Thauzinho. Até a próxima.


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